Opinião: Os Estaduais atrapalham o calendário dos grandes

Para Leandro Martins, os campeonatos estaduais ou regionais são totalmente incompatíveis com o calendário dos times grandes brasileiros

Opinião: Os Estaduais atrapalham o calendário dos grandes
Chamado de "Quarta força", o Corinthians terminou o Campeonato Paulista do ano passado com o título - Crédito: Daniel Augusto Júnior

Coluna Esporte na Rede, por Leandro Martins
São Caetano do Sul, SP, 09 de janeiro de 2018

Nos tempos atuais, os campeonatos estaduais ou regionais são totalmente incompatíveis com o calendário dos times grandes brasileiros. Não acho que os estaduais devam acabar. Mas é inaceitável que ocupem de 12 a 18 datas do calendário!

Super valorizados há 20, 30 anos, hoje os estaduais são anacrônicos. Os tempos mudam. O futebol, também. Eu faria tais campeonatos em formato de Copa. Com 32 equipes, divididas em oito grupos de quatro equipes. Todos jogam contra todos, em turno único, dentro dos grupos. Depois, vamos para os matas, com oitavas-de-final, quartas, semi e final. Algo em torno de sete a dez datas, no máximo! Está de ótimo tamanho para a importância que os estaduais têm hoje para o torcedor. Aliás, cabe a pergunta: você, torcedor, dá importância a um título estadual?

Outra pergunta, desta vez na mão contrária. Você poderia me perguntar: mas e os times pequenos? Não seriam mortos com esse tipo de fórmula? Respondo: a verdade é que as federações pouco ligam para o real desenvolvimento do futebol como um todo. Ligam sim, para grandes eventos que lhes tragam patrocínios e muito dinheiro.

As equipes menores, as que não disputam nenhuma competição nacional, como Copa do Brasil ou divisões inferiores do Brasileiro, poderia disputar outros torneios com vagas valendo para a Copa do Brasil, para a quarta divisão do Brasileiro, etc. Infelizmente, é impossível desenvolver um calendário que contemple de modo aceitável mais de 500 times do país! Os menores devem disputar as competições menores. Ponto.

Para mim, o início do ano é chatíssimo no futebol. Estaduais não têm mais atrativos. Pelo contrário, servem de laboratório e pré-temporada para os elencos dos grandes. Pior. Vários derrubam técnicos que sequer tiveram tempo de desenvolver algum trabalho.

Para finalizar. Os dirigentes não são santos. Os clubes não são unidos em prol de um futebol melhor. Pensam apenas em si mesmos. Assinam passivamente os regulamentos e mantêm no comando das federações e confederações presidentes corruptos e coronéis. Neste caso, que paguem o preço. E não chorem depois!

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