Série C: Nem o apagão na Arena Pantanal impediu o Operário-PR de conquistar segundo título consecutivo

Depois de empatar por 3 a 3 em Ponta Grossa-PR, o Operário foi até Cuiabá, em plena Arena Pantanal, e não tomou conhecimento do time da casa. Venceu por 1 a 0, gol de Bruno Batata, e conquistou o segundo título nacional consecutivo

Série C: Nem o apagão na Arena Pantanal impediu o Operário-PR de conquistar segundo título consecutivo
Arena Pantanal estava lotada, com mais de 40 mil torcedores, para a final da Série C do BrasileiroCrédito: Divulgação / CBF

Da Redação
Cuiabá, MT, 23 de setembro de 2018

Depois de conquistar o título brasileiro da Série D (Quarta Divisão) em 2017, o Operário, de Ponta Grossa-PR, repetiu a dose em 2018 e levantou o caneco da Série C. Na semana passada, jogando em casa, a equipe empatou por 3 a 3. Porém, no sábado à noite, mesmo atuando na Arena Pantanal, a equipe não tomou conhecimento do Cuiabá, venceu por 1 a 0, e deu a volta olímpica no campo do adversário. Bruno Batata fez o único gol da partida.

A nota triste da final da Série C, onde garantiram o acesso para a Série B, além dos dois finalistas, o Botafogo, de Ribeirão Preto, e o Bragantino, foi o apagão ocorrido na Arena Pantanal. O estádio, que era para ser um dos legados da Copa do Mundo, está largado às traças. E com problemas de iluminação. A final da competição ficou praticamente 1h30 paralisada por falta de energia elétrica. Um verdadeiro vexame do Poder Público.

Com mais de 40 mil torcedores presentes na Arena Pantanal, a partida foi equilibrada dentro de campo. E quando o Cuiabá mais pressionou parou no goleiro Simão, o grande destaque do Operário na grande decisão. Porém, logo aos três minutos veio o apagão, o que provocou a ira da torcida. Muitos foram embora antes da longa paralisação.

Mesmo com a bola nos pés por mais tempo, o Cuiabá teve muito dificuldade para finalizar. E quando conseguiu, o goleiro Simão brilhou. O Operário, que entrou com postura mais defensiva, veio para o segundo tempo mais insinuante. E abriu o placar aos nove minutos, após Quirino chutar cruzado, o goleiro Victor Souza rebater, e Bruno Batata empurrar a bola para o fundo da rede.

Na base do tudo ou nada, o Cuiabá foi todo pressão. Partiu para o ataque, encurralou o Operário na defesa. Mas, sempre que chegava com perigo, o goleiro Simão se destacava, assegurando o título para o time de Ponta Grossa-PR.

“Foi umm ano maravilhoso. Esse grupo merece muito, pois os jogadores se gostam e sabem conviver, é algo raro. Estou aqui há dois anos e meio e nunca tive um problema de discussão. Fomos injustiçados em alguns momentos, mas vencemos no momento mais importante. Temos que dedicar o título a todos que nos apoiaram, principalmente nosso torcedor. É um momento fantástico´´, vibrou o técnico Gerson Gusmão, bicampeão brasileiro.

O capitão Chicão repetiu o discurso do treinador.

“Entramos para o hall das melhores equipes do Brasil. Ganhamos duas competições em sequência e devemos exaltar isso´´, festejou.

FICHA TÉCNICA

Cuiabá-MT 0 x 1 Operário-PR

Final – Jogo de volta
Local: Arena Pantanal, em Cuiabá (MT)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ), auxiliado por Michael Correia (RJ) e Silbert Faria Sisquim (RJ)
Renda: R$ 568.295,00 – Público: 41.312 presentes
Cartões amarelos: Eduardo Ramos, Alê, Ednei, Simão e Bruno Batata
Gol: Bruno Batata, aos nove minutos do segundo tempo

Cuiabá
Victor Souza; Jean (Bruno Alves), Ednei, Edson Borges e Danilo; Alê, Marino, Eduardo Ramos e Hiltinho (Doda); Adriano Pardal (João Carlos) e Jenison
Técnico: Itamar Schülle

Operário-PR
Simão; Léo, Alisson, Sosa e Peixoto (Rodrigo); Chicão, Erick, Cleyton e Dione (Serginho Paulista); Quirino (Robinho) e Bruno Batata
Técnico: Gerson Gusmão

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