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Paranaense: João Neves, sobre o Londrina campeão estadual de 92: “Éramos um time moderno”

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Da Redação
Londrina, PR, 27 de dezembro de 2017

Um time que jogava à frente do seu tempo. Assim define o ex-zagueiro João Neves quanto à equipe principal do Londrina Esporte Clube que conquistou o Campeonato Paranaense de 1992. Com um gol do defensor, o Tubarão venceu o União Bandeirante por 1 a 0 no Estádio do Café e ficou com a taça há 25 anos.

“Para nós, foi uma glória muito grande aquela conquista”, conta o ex-jogador que até hoje é abordado por torcedores nas ruas de Londrina, cidade que escolheu para viver depois de encerrar a carreira, para recordar aquele dia. “Aquele momento nunca será esquecido e fico feliz por ter participado dele. Foi uma emoção muito grande”, relembra.

Foram três jogos na decisão daquele título (0 a 0 em 06/12, 2 a 2 em 13/12 e 1 a 0 em 19/12). João atuou justamente no terceiro, no lugar do titular Márcio Alcântara, que estava suspenso devido ao acúmulo de cartões amarelos. A missão foi cumprida, mas não foi das mais fáceis. Afinal, no jogo anterior, foi um gol de Márcio que manteve o Londrina com as esperanças de título após empatar o duelo aos 45 minutos do segundo tempo. Até os 20 minutos da etapa final, os londrinenses perdiam por dois tentos de diferença antes de um gol de Tadeu dar início à reação.

“O nosso time tinha uma modernidade, era uma equipe que jogava à frente do seu tempo. O Varlei de Carvalho era um treinador que tinha uma visão diferente, que sabia identificar o potencial do jogador no trabalho do dia a dia. O meu gol mesmo veio de uma jogada bastante treinada. O Roberto, que era lateral-esquerdo, às vezes jogava na ponta-esquerda. O Aléssio jogava não só de atacante, mas como um volante ou meia-atacante também. Então, o treinador tinha a visão de quem podia jogar independentemente se aquela era a posição de origem ou não do jogador”, justifica.

Equipe que menos foi superada durante o Estadual (quatro derrotas em 30 jogos), o Londrina utilizou 16 jogadores diferentes nas três partidas da decisão. O time que iniciou o duelo daquele 19 de dezembro, por exemplo, foi a campo com cinco titulares diferentes em relação ao que começou os dois jogos anteriores.

“Se você for analisar, ganhamos o título com vários jogadores que vieram do banco”, conta João Neves. “A base do nosso elenco era muito boa, com jogadores diferenciados. E isso também ajudava a fazer a diferença nos nossos jogos”, acrescenta.

João Neves conta que até hoje acompanha o Londrina. Torcedor declarado do clube paranaense, ele acredita que não vai demorar para o Tubarão alcançar objetivos como o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro, algo que passou perto nas duas últimas temporadas. “Chegar ao lugar de onde o Londrina nunca deveria ter saído”, explicou.

 

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