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Opinião: A arbitragem de vídeo seletiva e pirata

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arbitragem de video polemica corinthians santos

Coluna Esporte na Rede, por Leandro Martins
São Caetano do Sul, SP, 06 de março de 2017

Há pouco mais de uma semana, o árbitro Raphael Klaus apitava o dérbi paulistano, Corinthians e Palmeiras. E apitou um pênalti para os alvinegros, supostamente, após ver um ferimento na perna do jogador Renê Júnior. Para bom observador, fica claro que Klaus deve ter recebido alguma buzinada no ouvido, após alguém ver o lance pela TV.

No último domingo, Santos e Corinthians se enfrentaram no Pacaembu, escuro e sem energia elétrica. O Santos teve um lance de pênalti claro, mas o árbitro Luiz Flávio de Oliveira marcou falta fora da área.

No dérbi, uma suposta interferência do vídeo. No clássico alvinegro, não. Todas essas polêmicas acontecem porque o árbitro de vídeo ainda não está implantado no Brasil. Isso dá margem a todo tipo de especulação possível, teoria da conspiração, ajuda do apito amigo ao Corinthians, etc.

O árbitro de vídeo oficial acabaria com todas essas questões e não colocaria em dúvida a lisura das competições. Em 2016, no jogo entre Flamengo e Fluminense, no segundo turno do Brasileirão, o Fluminense marcou um gol de cabeça com o zagueiro Henrique, após cobrança de falta.

O auxiliar apontou impedimento. Depois confirmou o gol. Uma pausa de longos minutos. Depois, anulou o gol de novo. Há quem diga que o vídeo interferiu. De maneira irregular, pois não pode ser usado de forma oficial. É uma arbitragem de vídeo pirata.

Qual era a ideia da CBF (Como Boicotar o Futebol), para a implantação do VAR? No contrato com a geradora das imagens para a TV (leia-se, Globo), embutir o uso das imagens para usar na arbitragem de vídeo. Pura preguiça e falta de vontade de investir. A imagem da TV é para levar ao telespectador um espetáculo.

As imagens do VAR devem ser específicas. As câmeras milimetricamente posicionadas para marcação de impedimentos, por exemplo. Com o auxílio de linhas desenhadas virtualmente no campo. Câmeras e recursos visuais para observar se a bola ultrapassou ou não a linha do gol, entre outras situações.

Não tem segredo. É necessário investir para garantir a lisura e a transparência dos campeonatos. Caso contrário, sempre haverá, como no último domingo, margem para polêmica, manchas, conspirações, favorecimentos… Pirataria é crime! Um forte abraço e até a próxima.

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