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Opinião: O estranho rebaixamento da Matonense em 2018

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estádio da matonense

Coluna Futebol Caipira, por Luiz Ademar
São Paulo, SP, 20 de março de 2018

A Sociedade Esportiva Matonense, o querido clube da cidade de Matão, no interior de São Paulo, foi fundado em 24 de maio de 1976 e tem um dos currículos mais bonitos entre todas as equipes pequenas que disputam as quatro divisões do futebol paulista. Foram quatro acessos consecutivos até chegar ao grupo de elite em 1998.

Em 1995, a Matonense conquistou o título da Quarta Divisão. Repetiu o feito em 1996 na Terceira. Valente, persistente e competente, ganhou o caneco da Segunda Divisão em 1997 e, finalmente, chegou ao cobiçado Paulistão na temporada de 1998. Proeza rara que conseguiu a popular Águia de Matão, só repetido pelo Oeste, quando era de Itápolis, e o São Bento, de Sorocaba.

Com torcida pequena, mas fanática, a era de ouro da Matonense aconteceu entre 1998 e 2002, quando disputou o Paulistão e enfrentou, e até venceu, os grandes clubes de São Paulo no estádio Municipal Doutor Hudson Buck Ferreira, que tinha capacidade para 15 mil torcedores.

Mas, após o rebaixamento em 2002, quando retornou à Série A-2 (Segunda Divisão), a Matonense nunca mais deu voo rasante na Primeira Divisão. Foram rebaixamentos e raros acessos apenas em divisões intermediárias. E o profissionalismo passou longe do clube por muito tempo. Para tristeza de sua torcida e de toda população de Matão.A cidade voltou a ter esperança em 2018, após longo tempo.

É verdade que com uma ponta de desconfiança, após várias parcerias feitas pela Matonense que resultaram em fracassos retumbantes. Esse é o futebol no Interior!E por que o torcedor da Matonense voltou a ter nova esperança no sucesso do clube? Em Matão, a Soccer Stars, empresa situado no Rio de Janeiro, assumiu o clube no final de 2017, prometendo time competitivo, categorias de base e investimentos de R$ 6 milhões em seis anos.

Com parceria e aporte financeiro, o torcedor da Matonense esperava time competitivo já em 2018 e lutando pelas oito vagas de acesso ao término da primeira fase da Série A-3 (Terceira Divisão) do Campeonato Paulista. Mas nada disso aconteceu, o time colecionou derrotas e trocou várias vezes de treinador, mostrando estar totalmente sem rumo.

A Matonense entrou na Série A-3 com Dênio Dago como treinador. Ele saiu e chegou Gláucio Rodrigues, que também deixou o cargo para a chegada de Luciano Quadros. Sem bons resultados, Luciano Quadros foi demitido e Gláucio Rodrigues, funcionário do clube, reassumiu a função de treinador e o clube foi rebaixado.

Isso mesmo! Com parceiro prometendo mundos e fundos, inclusive injeção financeira nas categorias de base, a Matonense montou elenco fraco, fez constantes trocas de treinador, virou um saco de pancadas dentro de campo e chegou ao fundo do poço sendo rebaixada para a Quarta e última divisão do Campeonato Paulista. Mas não foi só a falta de comando que preocupou o torcedor da Matonense.

Alguns fatos estranhos foram notados pela população. Por exemplo: sofreu goleada de 8 a 1 para o Noroeste, como comportamento esquisito do time em campo e falhas primárias do goleiro e da zaga.Nos jogos contra Portuguesa Santista e Mogi Mirim, a Matonense abriu 2 a 0. Porém, com fatos estranhos e total desinteresse no jogo, para desespero dos torcedores, permitiu que os adversários reagissem e empatassem.

O que chamou a atenção da torcida, de maneira negativa, foi que na página oficial do time, alguns estrangeiros (possíveis apostadores) apareciam nos posts questionando o resultado dos jogos ao final de cada tempo. Esquisito!Já na derrota para o vice-líder Atibaia, nos minutos finais, quando a partida estava empatada por 1 a 1, um lance bisonho do goleiro da Matonense, que deixou transparecer que até foi proposital, levou um frango e permitiu o segundo gol do Atibaia, que nos acréscimos, com a zaga de Matão parada, ainda fez 3 a 1.

Tudo muito estranho!Para piorar o drama, a Matonense, pela primeira vez na sua história, não fez nenhum jogo em Matão. A alegação da diretoria é que existem pendências com a vigilância sanitária e o clube não conseguiu o lado para atuar em casa, no estádio Municipal Doutor Hudson Buck Ferreira.

Outra situação, no mínimo, muito estranha!O torcedor, para variar, não sabe a quem recorrer. O presidente da Matonense, Reinaldo Moraes Mendonça Júnior, que era presente nas redes sociais e dispunha até de telefone para contato dos torcedores, desapareceu. Não atende mais ninguém, não responde as dúvidas, não explica a fase do clube e sumiu.

Muito estranho! Com tanto descaso, má administração, elenco limitado, parceria esquisita, a Matonense foi rebaixada para a última divisão do Estadual. E assim mais um time tradicional começa a desaparecer do cenário paulista. Lamentável!

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