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Opinião: Alguma emoção nos estaduais

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Coluna Esporte na Rede, por Leandro Martins
São Caetano do Sul, SP, 28 de março de 2018

Todo mundo já sabe qual minha posição com relação aos campeonatos estaduais. Via de regra, são todos horrorosos. Não sou bairrista, nem saudosista, nem tradicionalista. Para mim, estes torneios abomináveis não cabem, há muito tempo, no calendário dos times grandes do futebol Brasileiro ou mesmo daqueles que disputam alguma das séries das competições nacionais. Porém (e sempre há um!), confesso que o SporTV foi muito feliz em seu slogan: “Estadual é Clássico!” De fato, é o que vale.

Por isso, entendo que o Paulistão começou nas semifinais. Leia-se, no último final de semana. Pelo menos, alguma emoção nesse fim de um modorrento campeonato. Lamentavelmente, no Rio Grande do Sul, não teremos Gre-Nal na final. Mas teremos Cruzeiro X Atlético-MG em Minas e todos os grandes também envolvidos na decisão do estadual do Rio de Janeiro.

A rivalidade é bacana. É o mais gostosos de se ver e sentir. Ainda que, às vezes, passe um tantinho do ponto e vire mimimi. Como na comemoração do gol de Nenê em frente ao banco de reservas do Corinthians e como o não-cumprimento, no início do jogo, de Diego Aguirre a Fábio Carille. Eu gosto de ver uma provocação bacana, não picuinha.

Sou muito a favor do chororô de Vinícius Júnior e da dança do Créu, no Ba-Vi. Adorava as comemorações do Viola e do Corinthians, na época em que ensaiavam coreografias, como a homenagem a Ayrton Senna, certa vez. Jogadores do Timão, enfileirados, correndo pelo campo, como que guiando um carro de Fórmula-1.

Tinham várias coreografias legais, em que diversos jogadores participavam juntos. Também fui a favor da famosa imitação do porquinho na final de 1993.
A rivalidade dos estaduais provoca uma zoeira que deve ser boa. A falta de educação e a ofensa, essas não são bem-vindas em quaisquer situações. Mas, não é graças a isso que os estaduais vivem. E sim, graças à TV, que precisa exaustivamente de futebol em sua grade. E graças à grana que os clubes recebem desses direitos.

Os estaduais estorvam o calendário das grandes equipes. Matam a pré-temporada, não animam o torcedor (vide as médias pífias de público), derrubam técnicos. Se há um único ponto positivo, no meu entender, é o clássico. Que bom que chegou a hora dos confrontos das equipes grandes! Mas, continuo mesmo esfregando as mãos para acompanhar a disputa do Campeonato Brasileiro. Um forte abraço e até a próxima.

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