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Série A: Roger projeta início do Brasileirão e nega possível favoritismo do Palmeiras em relação ao título

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Da Redação
São Paulo, SP, 15 de abril de 2018

Perto de estrear pelo Campeonato Brasileiro, o técnico Roger Machado prega um discurso cauteloso na Academia de Futebol. Depois de ver o título do Paulista escapar, o treinador agora mantém o foco no início da competição nacional, já que, segundo o comandante, será essencial para o futuro do Verdão na temporada.

O primeiro compromisso do Palmeiras no torneio será contra o Botafogo, na segunda-feira (16), às 20h, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). “A análise, até este momento, se a gente se apegar somente aos números, tem um percentual alto de avanço. Mas temos de levar em consideração a derrota na final do Paulista. O que vejo neste momento é a equipe oscilando em pequenos detalhes, mas com viés de crescimento alto”, disse o técnico Roger Machado.

“No último jogo, enfrentamos uma equipe dura e qualificada pela Libertadores. Se tivesse de ter um vencedor, na minha opinião, teria de ser o Palmeiras pelo que fez durante o jogo. Agora se inicia um outro campeonato. A gente sabe que até a parada da Copa (do Mundo) são 12 jogos, e muita coisa se decide nesses 12 primeiros confrontos. Um percentual alto nesta primeira etapa determinará muita coisa”, declarou.

O palmeirense, inclusive, nega um possível favoritismo do Verdão no Brasileiro. “Para se considerar favorito, a gente tem de evoluir como equipe. Temos grandes jogadores. Coletivamente, temos de justificar o rótulo de equipe mais qualificada e de um dos favoritos ao título. A gente não abre mão de entender que foi criado um grupo forte para que a gente tenha condições de disputar todas as competições. O papel aceita tudo, mas é na prática que a gente verá o que acontece”, afirmou Roger, minimizando o título perdido no último fim de semana.

“Tem de virar (a página), não há tempo. Em 25 anos como profissional, joguei 20 Brasileiros e ganhei um. Nos outros 19, você administra a frustração. A nossa capacidade de remobilização é muito vista nesses momentos. São nesses momentos em que somos bem avaliados ou não. Não há tempo para a frustração aparecer. Temos de sentir, somos seres humanos, mas rapidamente estaremos em campo de novo. O futebol permite que você mude a história a cada três dias. Fico imaginando os atletas de atletismo que se preparam para o ciclo olímpico a cada quatro anos, chegam lá e queimam a largada. Nós somos felizardos”, finalizou.

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