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Especial: Ex-árbitro trabalha formação de jovens na Bahia para compor arbitragem em cenário estadual e nacional

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Da Redação
Salvador, BA, 19 de janeiro de 2019

A Divisão de Base de Árbitros de Futebol colheu mais alguns frutos do seu trabalho social. Pela primeira vez, em quase oito anos de existência, ela teve quatro alunos que foram revelados lá, convocados para a pré-temporada da Federação Bahiana. Eles compuseram a primeira das três turmas que foram submetidas a avaliações técnicas e físicas para temporada 2019 do futebol brasileiro e estadual. Foram três dias de atividades teóricas e práticas para 30 árbitros centrais e 20 assistentes.

Entre eles, estavam Luânderson Lima, Saulo Moreira, Antonielson Silva e Danila Martins, todos revelados pela DBAF. Os testes foram coordenados pelo instrutor FIFA Futuro III, Márcio Verri Brandão, auxiliados pelos membros da Comissão Estadual de Árbitros de Futebol da Bahia (CEAF/BA). O quarteto foi aprovado, para orgulho do criador do projeto, Rildo Góis. “Essa convocação retrata a importância e a valorização da DBAF e o aproveitamento da sua experiência em entidades do futebol brasileiro”, afirmou.

São 17 competições que formam o calendário da Federação Bahiana de Futebol, algumas promovidas por outros órgãos, como a Copa 2 de Julho, da Sudesb, a Salvador Cup, e a Copa Record, que servem para colocar em atividade os profissionais da arbitragem baiana. A primeira será o Baianão da série A, no próximo dia 19.

Foi a primeira vez que a Divisão de Base de Árbitros de Futebol teve quatro participantes na pré-temporada baiana. Luânderson, de 23 anos, foi o primeiro a integrar o quadro da primeira divisão da FBF em 2014. Em 2017, chegou até a CBF e no ano passado terminou o Estadual apontado como o assistente revelação da competição. Danila tem 26 anos e é outra que, desde 2016, passou a fazer parte do quadro da CBF. Os outros dois são Saulo Moreira, de 21 anos e Antonielson Silva, 26.

Com o que recebem em suas atuações na arbitragem, conseguem pagar suas faculdades. Luânderson se formou no curso de Recursos Humanos, Danila é professora de Educação Física, curso que Antonielson estuda. Saulo preferiu a Contabilidade. A DBAF foi criada por Rildo Góis, árbitro que atuou no quadro baiano até 2013. Trata-se de uma escolinha de árbitros para jovens de baixa renda, com aulas teóricas e práticas no bairro do Cabula, em Salvador (BA).

O projeto pioneiro vive de ajuda como a do colégio Parque, que cede uma sala e um espaço para as aulas aos sábados de manhã. Sindicatos como os de São Paulo e Rio Grande do Sul e a própria CBF também já enviaram materiais de arbitragem. Todos recebem orientações sobre as 17 regras do futebol, como aplicá-las e sinalizá-las, lições de disciplina e cidadania, atividades lúdicas e alimentação. Tudo gratuito e, as vezes, improvisado. Quando a quadra está reservada, por exemplo, os jovens recebem as aulas na praia.

Os frutos não se restringem ao território baiano. A Divisão de Base já tem alguns “pupilos” espalhados pelo Brasil, como, por exemplo, em Aracati, no interior do Ceará. Francisco Iaslan virou destaque na cidade. Em Belo Horizonte, Lucas Ribeiro está sempre atento às orientações que chegam por mensagens de celular, ou em Criciúma, Diego Rodrigues largou o sonho de ser jogador profissional como o pai, e pediu para ser treinado por Rildo.

“Nosso objetivo é a inclusão social dessa meninada carente. Eu acredito que quando você tem uma base familiar, uma base de escola, você tem a tendência de ter uma vida mais organizada. Por que não ter uma base de arbitragem que possa te dar um caminho na vida alinhada a uma futura profissão?” perguntou Rildo Góis.

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