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Carioca: No Fluminense, Hudson critica volta do Campeonato Carioca durante pandemia

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O volante Hudson criticou o retorno do Campeonato Carioca em meio à pandemia - Crédito: Lucas Merçon

O volante Hudson criticou o retorno do Campeonato Carioca em meio à pandemia – Crédito: Lucas Merçon

Da Redação com Agência Brasil
Rio de Janeiro, RJ, 25 de junho de 2020

Com discurso afinado com Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, e afiado contra o retorno do Campeonato Carioca. Este foi o posicionamento do volante Hudson. Firme em todas as respostas, o jogador manteve a postura do Tricolor das Laranjeiras contra o retorno imediato do Campeonato Carioca, elogiou Bittencourt e questionou os interesses de outros clubes pela volta da competição, uma vez que os demais Estaduais ainda não recomeçaram.

“Eu não tinha conhecido um presidente tão transparente e preocupado com o que os atletas pensam. Ele é um cara que trabalha exclusivamente para o Fluminense, não pensa em fatores externos, em qualquer tipo de manipulação ou de favorecimento a terceiros. Ele é um cara consciente e, como dono da instituição, ele se posiciona muito bem, na minha visão. No lugar dele, eu me posicionaria igualmente”, explicou o volante Hudson.

O atleta do Tricolor carioca criticou o modelo adotado para a retomada do futebol no estado do Rio de Janeiro. “É um momento muito difícil você ter que jogar futebol, paixão da maioria do povo brasileiro, sendo que o Brasil vive um momento dificílimo. Várias pessoas estão deixando de fazer suas coisas, mas o futebol precisa voltar com urgência, sem a preparação devida. É muito estranho essa pressa em voltar no Rio de Janeiro, um estado que é o segundo mais atingido no Brasil, sendo que há outros estados com menor índice e não há tanta pressa assim”, disse.

Hudson também entende que não há elementos para o retorno do futebol carioca neste momento, e que é necessário criar mecanismos que possam garantir a segurança dos atletas de todos os clubes envolvidos na competição. Na minha visão, o futebol está voltando com tanta pressa assim por causa de diversos interesses internos e externos. Acho que só não enxerga isso quem não quer. Por exemplo, não tem só Flamengo e Vasco. Tem os clubes pequenos também que a gente sabe que precisam do futebol mais ainda para se manter. É a oportunidade de os jogadores se mostrarem, conseguirem um contrato para o segundo semestre”, esclareceu.

A primeira partida de retorno do Fluminense está marcada para o próximo domingo (28), às 19h, no estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O presidente do Tricolor, Mário Bittencourt, é contrário à realização de jogos no estádio e quer transferir seus mandos de campo para São Januário. Hudson concorda com o dirigente e não vê clima para atuar no Maracanã. “Flamengo e Vasco são grandes equipes do futebol brasileiro, eles deveriam dar o exemplo de um posicionamento. A gente vê alguns favorecimentos já acontecendo na parte externa, que eu não vou me alongar muito aqui, acho que não cabe muito a mim isso”, declarou.

“Na nossa pré-temporada em que ficamos 30 dias de férias, na nossa primeira semana tivemos várias lesões musculares. Imagina você estar mais de 90 dias e ter que voltar em dez? Voltar em dez [dias] agora, porque queriam que a gente voltasse antes. É um desgaste completamente desnecessário que está tendo para que o bom senso prevaleça. Acho que é muito óbvio o que é bom para todo mundo. Nossa preocupação continua, dez dia é pouco tempo de preparação, mas vamos ter que superar isso mais uma vez”, concluiu.

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