Opinião: Grêmio é o time europeu jogando no Brasil

Nesta temporada, a equipe do técnico Renato Gaúcho conquistou o título do Campeonato Gaúcho e o da Recopa Sul-Americana, além de ser o atual campeão da Copa Libertadores

Coluna Esporte na Rede, por Leandro Martins
São Caetano do Sul, SP, 08 de maio de 2018

Hoje vou ser bem sucinto, pois o tema é bastante simples. O Grêmio tem cara de time europeu jogando no Brasil. O que é que, na essência, diferencia hoje o futebol europeu do sul-americano? A intensidade!

Técnica, o jogador brasileiro tem. Claro que tem sido cada vez mais necessário olhar com carinho para a base e desenvolver os atletas de maneira correta. O que falta hoje é intensidade. Não se pode ter preguiça no futebol. Nem técnico com mentalidade pequena. É preciso jogar para vencer onde quer que esteja.

Foi isso que Renato Gaúcho implantou no Grêmio. Um futebol solto, que joga para vencer dentro e fora de casa, intenso! O Grêmio passa a maior parte do tempo martelando o campo do adversário. Finaliza mais de 15 vezes por partida. Valoriza o toque e a posse da bola. Tem um volume de jogo absurdo, devido à intensidade aplicada pelos seus jogadores. E não se contenta com um, dois a zero. Quer sempre mais. Assim como os times europeus.

O Grêmio tem encantado. Raridade hoje, no futebol brasileiro, em que os times preferem se acovardar, dar a bola ao adversário, deixar de jogar. Pode até ser um tipo de estratégia, mas, convenhamos, é muito feio! Horrendo! O Tricolor Gaúcho é a sétima maravilha do mundo? Não! Mas hoje, no Brasil, é disparado o melhor time. O que joga mais bonito. O que amassa o adversário o tempo todo. Jogadores entenderam o que o técnico queria.

Fico aqui pensando… como uns bons anos de praia fizeram bem ao Renato Gaúcho. Enquanto todo mundo parece viver num clima de tensão constante, ele é totalmente “relax”. Aproveita a vida e quer que os outros aproveitem. Principalmente, a essência, as coisas boas, sem jamais perder a seriedade e o senso competitivo.

O futebol do Grêmio mostra que é muito possível o futebol brasileiro voltar a ter um patamar digno, aceitável e decente perante o mundo. Que ele seja um exemplo para os técnicos da nova e, principalmente, da velha geração! Um forte abraço e até a próxima.