Paulista A3: Cartola demite Paulinho McLaren durante entrevista e recua a pedido dos jogadores do Barretos

A derrota dentro de casa para o líder Desportivo Brasil, de Porto Feliz, por 3 a 0, na última quarta-feira (13/2), pela sétima rodada da Terceira Divisão, provocou a queda do comandante do Touro. Porém, os comandados conseguiram mudar a situação

Luiz Ademar
Barretos, SP, 14 de fevereiro de 2019

A derrota por 3 a 0 para o Desportivo Brasil, dentro de casa, na última quarta-feira (13/2), pela sétima rodada, deixou o Barretos em polvorosa. Além do passeio em campo, que só não foi maior porque o goleiro Wendell defendeu um pênalti, o Touro ainda deixou o G8 do Campeonato Paulista da Terceira Divisão (Série A3). A torcida vaiou e a diretoria reagiu de imediato, logo após a partida

Revoltado com o comportamento do Barretos, que colecionou a quinta partida sem vitória, o presidente de honra Milton Aparecido da Silva, o popular Miltão, anunciou a demissão do técnico Paulinho McLaren em entrevista concedida para as Rádios Transamérica e Jornal.

“Pior do que está não fica. Admiro muito o Paulinho McLaren, mas precisamos fazer mudanças´´, afirmou Miltão.

Mas tudo o que foi dito na quarta-feira foi modificado nesta quinta-feira (14). Inconformados com a queda de Paulinho McLaren, os jogadores líderes do elenco do Barretos procuraram a diretoria, assumiram a culpa pela má fase, e pediram a manutenção do treinador.

“Os jogadores mais experientes, como o Carlão, Alan Mota, André Luiz, João Henrique, Anderson Magrão, Wendell e outros afirmaram que a culpa não é do Paulinho e assumiram os erros, ressaltando que irão lutar para tirar o clube desta situação. Por isso o treinador será mantido´´, afirmou o gerente de futebol, Luiz Eduardo Cortillazzi.

A única dispensa no elenco, de acordo com Luiz Eduardo Cortillazi, foi o meia Bruno Smith, que não estava tendo comprometimento com o grupo e vinha exagerando nas noitadas. O seu contrato foi rescindido. Outros três atletas, que não tiveram os nomes revelados, foram multados em 30% do salário por comportamento inadequado, mas permanecem no elenco.

“O campeonato é muito curto e se não haver descanso de um jogo para o outro, o jogador não suporta as condições de jogo. Por isso, o clube resolveu tomar algumas atitudes pelos comportamentos fora de campo´´, disse o dirigente.